RELATO AR COSTA RICA!!!

7 07 2011

Pela primeira vez fui participar do AR Costa Rica e a expectativa foi grande. Eu nunca havia ido para lá e já tinha escutado muito bem do lugar. Sabia que seria uma ótima oportunidade para unir o esporte com a natureza numa viagem de muita adrenalina e diversão.

Minha equipe era a Tierra Viva, mesma da Patagônia, exceto pelo Facundo Romera que havia sido trocado pelo Guri, organizador da corrida Tierra Viva.

A minha ida já foi muito conturbada. Na madrugada de quinta feira fui para o aeroporto e quando cheguei no check-in percebi que havia esquecido a carteira de vacinação contra febre amarela em casa. O funcionário da Taca me informou que se eu fosse em casa voando daria tempo. Eu nem pensei duas vezes, saí correndo para dentro de um taxi, fui em casa e voltei para o aeroporto. Mas a surpresa veio depois. Quando entreguei a carteirinha descobri que não era válida porque não era certificada pela ANVISA, e essa, por sua vez, estava fechada de madrugada. Eu não tive forças nem para reclamar e simplesmente aceitei que não ia naquele vôo. Fui trocar para o mesmo vôo no dia seguinte, mas descobri que a Taca não voava na sexta feira. Resultado? Só pude embarcar na madrugada de sábado, chegando no limite para me organizar para a corrida.

Quando botei os pés em San José fui recebida com alivio pela organização. Fui a última atleta a chegar e segui direto para a Cidade Toyota, centro onde se encontravam as equipes. Foi legal encontrar com todos os amigos que lá estavam e seguimos de ônibus direto para Sarapiqui, local de largada.

O hotel era bárbaro, na beira de um rio onde seria a largada de rafting. Estava muito úmido e muito quente e já dava para sentir que esse seria um fator determinante para o andamento da prova.

Tivemos uma aula sobre serpentes venenosas e aprendemos a identificá-las em caso de picada. A Costa Rica é um pais com a fauna e flora muito rica e a prova prometia nos botar em contato com animais que jamais havíamos visto na vida. Começamos a arrumar os equipamentos e logística após o briefing. A prova não tinha equipe de apoio então nossos equipamentos seriam distribuídos em toneis de trekking e de canoagem e uma caixa de bike. A comida para toda a corrida deveria ficar armazenada dentro deles, ou seja, não era possível guardar alimentos perecíveis. A nossa alimentação para a prova estava resumida em biscoitos e besteiras. Nós teríamos que contar com os bares ao longo do nosso trajeto.

Apos deixar tudo organizado (ou com a intenção de organizar) fomos jantar e plotar os mapas para dormir. Eu não podia ajudar muito com os mapas então fui garantir a minha última noite de sono.

Acordamos às 5:30 da manhã, com muito sono, mas levantamos para tomar café e nos preparar para a largada, essa que seria de rafting. O primeiro rio era fraco, considerado classe 1, então não teríamos guia.

Às 7:00 da manhã, ao som de uma corneta e de um helicóptero, foi dada a largada aos 550km do AR Costa Rica 2011.

Saímos correndo pelo gramado do hotel, nos jogamos dentro d’água e atravessamos o rio nadando para pegar o bote na outra margem. Entramos no bote e começamos a remar. Nenhum de nós era guia de rafting então fomos tentando levar da melhor forma possível. De um modo geral o rio era bastante lento, mas as poucas corredeiras davam mais emoção aos 12km a serem percorridos. Nós tentávamos fazer uma boa leitura do rio a fim de aproveitar a correnteza mas fizemos de uma forma não muito boa. Quando percebi estávamos fazendo zig-zag dentro do rio e mais perdendo tempo do que aproveitando a força da água.

Saímos do rafting em penúltimo lugar, mas que numa corrida de 550km não quer dizer absolutamente nada (até porque em último saiu a equipe da Columbia, essa que veio a ganhar a prova).

Fizemos a transição rapidamente. Eu já estava morta de sede e enchi meu camelback e para não desidratar. Aproveitei e fiz um mix de Hammer Perpetuem e Whey Protein na caramanhola para já começar a abastecer meu organismo de energia. O segredo nesse tipo de competição é comer muito. Assim você evita de ficar para baixo e se sente forte o tempo todo.

O trecho de bike era de 75km e quando vi na altimetria praticamente não existia desnível. Eu adoro pedalar então rapidamente já comecei a injetar força nos pedais para recuperar as posições perdidas no rafting. A equipe ainda estava aquecendo e achou melhor diminuirmos o ritmo para entramos todos em sintonia. A estrada tinha bastante pedras e o fato de estar pilotando uma aro 29 me ajudou bem. Desenvolvemos um ritmo tranqüilo pois o Guri estava navegando e não queria cometer nenhum erro e acabamos concluindo o trecho em 5 lugar, junto com mais algumas equipes.

Fizemos uma transição rápida, guardamos as bikes e abastecemos nossos caiaques para o trecho mais longo de canoagem da prova, de 68km. Fazia bastante calor e transferi meu camelback para o meu colete salva vidas para não papar mosca com a hidratação. Entrei no caiaque com o Dani e o Matias entrou no caiaque com o Guri e saímos remando rio abaixo, mantendo a posição de 5 lugar atrás da Buff, favorita ao título.

Existia uma correnteza no começo que fazia com que o ritmo dos caiaques desenvolvesse muito bem. Eu tinha treinado bastante canoagem e me sentia preparada para encarar o desafio. Ao final desse rio desembocamos num canal bastante comprido e ali vimos a equipe da Buff na frente. É inquestionável que a motivação aumenta bastante quando podemos avistar uma equipe na nossa frente. Seguimos por esse canal, tentando manter um ritmo bastante consistente. Nessa hora o Matias, que estava orientando, enxergou uma possibilidade de portagem para comer 2.5km e chegar mais rápido ao PC. Todos nós confiamos na proposta dele e encostamos na margem. Havia uma pessoa que nos informou que era Possível cruzar para o outro lado com apenas 500m caminhando. Não pensamos muito e arrastamos os caiaques para o outro lado. Voltamos a remar no canal paralelo e em 10 minutos já chegamos ao PC. Com essa portagem passamos a equipe da Buff, que vinha remando na nossa direção enquanto nós seguíamos para os intermináveis quilômetros que estavam por vir. E essa parte foi realmente o teste mental da prova. Entramos num canal que era uma reta de uns 30km. Aquilo não acabava nunca. Anoiteceu e lá estávamos nós, remando naquela reta. Parávamos algumas vezes para descansar um pouco e seguíamos. Quando aquela reta finalmente terminou nós entramos num canal à esquerda e fomos ultrapassados pela Buff.

Nós remávamos mais para a parte do meio, pois nos cantos se encontravam os crocodilos. Eu nem sabia que ia ter crocodilo ali. Isso parecia uma coisa surreal porque por mais que a gente saiba que eles têm medo de um “bicho maior”, ou seja, o caiaque, eles são crocodilos! E eu, que lembrava que tinha entrado na água no momento da portagem para fazer xixi, já sentia logo um frio na barriga. Num certo momento encalhamos num banco de areia e tivemos que empurrar o barco muito rapidamente para voltar a remar. Foi uma adrenalina só. E depois de 8 horas chegamos ao PC, mais uma vez junto com a Buff.

Nossa transição ali foi bastante lenta, mas acredito que de todo mundo foi. As mãos estavam estouradas de tanto remar. A minha mão direita nem abria porque ela é a que fica fixa no remo. Nesse momento começou a chover forte. Montamos as bikes e nos abastecemos para encarar um trecho de 108km de mountain bike, que começamos às 23:00 da segunda feira.

Começamos a bike e mal sabíamos que estávamos por encarar um dos trechos mais duros da prova. Eu já tinha olhado a altimetria e não tinha muito desnível. Mas como poderia um trecho plano de bike ser tão duro? Vento? Pior é que não. As estradas por onde passamos eram cobertas de pedras. E não eram pedras pequenas. Era uma trepidação constante e a progressão era lenta. A gente quicava no banco sem parar. Os braços trabalhavam constantemente. Nesse momento o Guri não se sentia bem e nós progredíamos mais lentos ainda. Eu tive um pouco de sono e cochilava em pé nos momentos em que eles paravam para olhar os mapas. E deu certo, porque foi suficiente!

E quando amanheceu ainda estávamos lá, em cima da bike. E quando a gente achou que estava ruim ficou ainda pior! Entramos num trilho de trem e era obrigado a seguir por ali porque a estrada paralela estava proibida. Tinha como se fosse uma “piscina de pedras” entre os trilhos e todo mundo de bunda roxa quicando sem parar. Nessa hora foi até engraçado porque o mal humor estava estampado nos rostos. Era visível de que todos queriam terminar, mas para a nossa desgraça começamos a ter mais problemas. O Guri sumiu e o Matias voltou para procurá-lo. Sua gancheira quebrou e o Matias teve que fazer uma gambiarra para consertar. Isso ainda nos tomou mais tempo. Estávamos esfomeados e achamos uma pequena rodoviária, onde eu conseguimos comer um sanduíche de queijo com ovo que foi tudo de bom!

Voltamos para o trilho de trem e continuamos na bateção. Eu já sentia dor no antebraço. O Guri se sentia pior e acho que estava se desidratando. Ele não se alimentava e eu sabia que isso não teria um bom resultado. A falta de fome já é um sinal negativo. Ele pedia para parar bastante para tomar uma coca cola e eu já não agüentava mais parar. Eu queria sair da bike. Eu adoro pedalar sim, mas ali eu já estava de saco cheio. Não via a hora de começar o trekking.

Por volta das 14:00 conseguimos finalmente terminar os 108km intermináveis e eu desmontei a bike, guardei, e entrei debaixo do chuveiro com roupa e tudo para me refrescar. Abastecemos as mochilas e saímos para os 68km de trekking para o vulcão Turrialba. Eu estava ansiosa para essa parte, pois sabia que seria linda. Nesse momento chovia e eu achava até bom porque ajudava a refrescar. Começamos andando pela rua do povoado até que o Guri pediu para pararmos para dormir. Ele vinha andando muito lentamente e dizia que só precisava apagar por uns 30 minutos para se recompor. Eu não tinha sono naquele momento e fiquei conversando com o Matias enquanto o Guri e o Dani dormiam. Quando a gente não está com sono é melhor nem dormir porque senão pode acordar pior, então me mantive alerta.

Depois de 30 minutos acordamos eles e seguimos subindo a rua. A equipe brasileira Paradofobia vinha subindo também e nos juntamos para conversar um pouco. Quando encontramos a trilha o Guri não estava se sentindo muito bem e fomos parando para ele descansar, então a equipe Paradofobia se foi. Nós saímos de mais ou menos 300 metros e tínhamos que subir até 2800 metros. A subida era longa e nós só estávamos preocupados em conseguir cumprir o trecho, tendo em vista que o Guri não vinha passando bem. E a subida foi toda feita aos poucos. De vez em quando a gente parava e dava 5 ou 10 minutos p/ ele descansar. Chovia e parava então o terreno estava lotado de barro. A cada passo os pés afundavam e tornavam a subida cada vez mais pesada. O que já era difícil se tornava mais difícil ainda. A medida que íamos subindo a temperatura ia caindo. Eu não tinha levado muita roupa e comecei a perceber que ia passar frio, principalmente se ficássemos parando.

Um dos PCs no meio do caminho foi bem difícil de achar e nós ficamos batendo cabeça umas duas horas. Depois de encontrá-lo subimos na trilha certeira até o topo. Lá em cima era Possível ver os raios e relâmpagos que dominavam o céu e o vento estava gelado. Fui com o Matias procurar um PC enquanto o Dani e o Guri se abrigaram numa casa e deitaram para dormir. Vimos que o PC ainda estava mais para cima e encostamos ao lado deles para esperar que eles levantassem. Eu estava morrendo de frio. Quando eles se levantaram a gente seguiu em busca do PC, que deveria estar num hotel. No meio do caminho ainda tivemos que parar mais uma vez para eles dormirem. Cada parada dessa era um sofrimento para mim pois não tinha sono e tinha frio. Quando finalmente chegamos no PC do hotel resolvemos entrar para comer e aquecer.  A gente já estava sem comida mas conseguimos comprar café e umas tortilhas de queijo com tomate. Era a energia necessária para a descida.

Eu já estava muito preocupada com o horário de corte. Nós tínhamos que chegar ao PC do rafting até às 15:00 e eu podia ver que o tempo estava curto. Saímos pelo asfalto para a descida do vulcão e essa conseguimos finalmente fazer correndo. Isso nos deu mais ânimo para buscar o horário limite. Mas depois fizemos uma má opção de rota, que nos tomou algum tempo e muita energia. Saímos de lá e seguimos correndo pela estrada. Eu comecei a sentir o meu pé coçar muito e estava me incomodando.

Num certo momento chegamos num povoado e o Guri começou a passar mal e vomitar. Um pouco depois disso fomos alcançados pela equipe chilena Patagônia Expedition, que nos deu a má notícia. Faltava uma distância muito maior do que imaginávamos para chegar ao PC. O Matias, nosso navegador, havia dobrado o mapa logo depois do PC 16, que ele achava ser o PC do rafting. Mas o engano foi que o PC do rafting era o 17, ou seja, faltavam ainda mais quilômetros e esses eram de subida.

Foi nesse momento que concluímos, junto a eles, que estávamos cortados da prova. Nesse momento o meu mundo veio abaixo. Eu estava achando que íamos ter tempo, apesar das dificuldades pelas quais estávamos passando. Quando tivemos que jogara  toalha eu fui tomada pela decepção. Dali seguimos para um bar, onde paramos e ligamos para a organização.

Uma hora depois passa a equipe Paradofobia e nós informamos a eles a triste notícia. Ficamos as 3 equipes ali, esperando o resgate da organização para decidir o que fazer depois.

Eu não queria parar, apesar de cortada. Estávamos ainda na quarta feira e a prova duraria até sexta. Eu não conseguia me imaginar num quarto de hotel esses dias esperando a hora de voltar para casa. Eu queria continuar na corrida, mesmo sem valer nada.

A organização nos levou para um restaurante num dos PCs da prova e nos deu 2 opções: podíamos sair em 10 minutos para remar os 60km, sendo apensas cortados do rafting, ou deixar de fazer a canoagem e a bike seguinte e largar na manhã de quinta para o trecho de canoagem no mar. Ninguém queria encarar aquele percurso de canoagem de noite então resolvemos todos re-largar na quinta de manhã. Fomos transportados para o PC da largada e conseguimos uns dormitórios para passar a noite. O meu pé estava ficando inchado e eu percebia que estava desenvolvendo uma alergia. Ele estava repleto de bolinhas e elas começavam a soltar um liquido. Falei com o medico e ele me deu um remédio. Eu não conseguia botar mais o tênias, mas fui dormir na esperança de acordar melhor.

Às 5:30 da manhã da quinta feira nos levantamos para voltar para a prova. Meu pé estava bem vermelho, mas como a gente ia remar eu não me preocupei porque poderia ir descalça. Mesmo assim fui falar com o medico e ele me aplicou uma injeção intramuscular.

Tomamos café da manhã, arrumamos o caiaque e saímos remando no mar, mais ou menos umas 4 equipes juntas. Varar a arrebentação não foi muito difícil porque conseguimos entrar por um cantinho mais manso. Lá fora eu sentia que a ondulação estava grande e eu já estava com a cabeça na saída do mar. Sabia que seria complicada.

Não deu outra. Na hora que começamos a avistar o PC na praia eu já podia ver as ondas arrebentarem com força. O segredo ali era remar nas costas das ondas, e não na frente. Problema e que não só a gente, mas quase todos ali, remaram na frente. As ondas estavam grandes e o resultado foi um caldo coletivo gigantesco. Eu tomava onda na cabeça e olhava para os lados e via uma cena de caos completo. Os caiaques de cabeça para baixo, remos para tudo que é lado e o desespero estampado na cara de todos. Para completar ainda havia os destroços de um barco naufragado e nós estávamos quase em cima dele. Eu fui buscar o remo do Dani e quase me embolei nas ferragens. Foi caótico.

Quando finalmente conseguimos sair da água os sorrisos começavam a aparecer. O susto se transformava em diversão e trocávamos as experiências uns com os outros. No PC tomávamos chuveirada e arrumávamos nossas coisas falando do acontecido. Um pouco depois começamos a sair.

Das 4 equipes que ali estavam, cada uma saiu num momento diferente. O trecho a seguir era de 30km de praia. O meu pé estava bastante machucado pela alergia então eu tirei o tênis e fui descalça. Quando comecei a fazer bolha na sola dos pés tive que calçar de volta e abstrair a dor. O calor estava forte e não havia nenhum barzinho aberto. Cruzamos alguns rios nadando e isso ajudou a dar uma refrescada.

Depois de muito tempo caminhando chegamos num pequeno povoado chamado Cahuita. Estávamos morrendo de fome e precisávamos comer. Esse momento foi o máximo! Entramos num restaurante que tocava local e pedimos 4 sanduíches de queijo, ovo, alface e tomate, que comemos ao som de reggae. Foi um momento divino!

Abastecidos saímos para completar o longo trekking. Entramos pela trilha do “tortugueiro” dentro do parque nacional de Cahuita e à beira do mar caribenho contemplamos mas um lindo visual do AR Costa Rica. Quando finalmente chegamos ao PC da canoagem já estava quase escuro.

Fizemos a transição muito rápido e pulamos no caiaque e para dentro do mar para não pegar o Dark Zone (Zona noturna onde a organização não nos deixa fazer um trecho de prova de noite por questões de segurança). As outras equipes que estavam lá conosco foram retidas e só puderam sair na manhã seguinte.

Nós seguimos remando de noite em mais um céu de raios e relâmpagos. A ondulação e o vento estavam forte mas seguimos remando determinados a chegar logo. Ninguém se sente muito confortável dentro do mar nessas condições. As luzes estavam distantes mas aos poucos fomos percebendo que elas se aproximavam. O PC já era visível, com uma luz estrobo vermelha. O medo de sair do mar voltava pois a memória do último caldo ainda estava fresca em nossas mentes.

Na hora de sair nós viramos bem pertinho da beira, sem grande susto, mas com grande prejuízo. O remo do Dani se partiu ao meio e eu perdi a minha lanterna de cabeça. Não havia muito que podia ser feito então recolhemos o que sobrou e entramos no hotel onde era o PC.

Ali nos deparamos com 2 problemas. O Guri estava passando mal e precisava dormir para descansar e o Matias havia esquecido o mapa do resto da prova no tonel de caiaque do PC anterior. Nós não tínhamos opção a não ser passar a noite ali. Deitamos numa espuma no chão e fomos dormir.

Na manhã seguinte conseguimos arrumar um mapa com a organização e saímos para os 30km de bike. Mais uma vez estávamos sem comida e buscamos uma padaria em Porto Viejo. Estava tudo fechado e perguntamos a um pedestre se havia alguma aberta. Ele nos apontou para uma rua deserta e quando já estávamos quase desistindo encontramos um Oasis! A corrida de aventura tem dessas coisas. Comecei a sentir um cheiro maravilhoso de pão e entramos no pequeno local. Era uma croissanteria maravilhosa! O dono catalão, fã incondicional do Barsa, nos atendeu na maior simpatia. Havia croissant de todos os sabores, queijo com presunto, creme, chocolate, enfim, tudo que se podia imaginar. Compramos vários e pedimos uma grande xícara de café para cada um. Eu contemplava aquele momento e não acreditava que estava ali. Isso eu jamais esquecerei!

Seguimos para os 30km de bike e esse tinha bastante subida. Não tinha subidas muito longas ou muito duras, mas era um constante sobe e desce. O Guri não estava bem e vinha mai lentamente, então de vez em quando parávamos para esperar. O final desse trecho foi numa praia, onde deixamos as bikes e saímos para o trekking final.

Fizemos a transição e só nos restava um trekking de 11km e a chegada de canopyng (descida pelas árvores pendurados em cabos, como se fossem tirolesas).

Fizemos o trekking todo caminhando e quando chegamos ao canopyng esperamos um pouco porque haviam 2 equipes na nossa frente. A descida foi bem divertida e deu um pouco de emoção e diversão ao final dos duros 550km de prova. Chegamos no hotel e cruzamos a linha de chegada comemorando o fato de ter chegado, após tantas dificuldades. Embora não tenhamos feito a prova que planejávamos sabemos que numa corrida como essa tudo pode acontecer e a gente tem sempre que tentar tirar o melhor proveito.

Gostaria de agradecer a torcida e pensamento positivo de todos que nos acompanharam durante essa expedição. Gostaria de agradecer todos os meus parceiros e apoiadores pela força que vem me dando e garanto que são fundamentais para o meu desempenho. Espero poder voltar na Costa Rica em 2012 e que venha a próxima!

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8 responses

7 07 2011
larry

parabens Manu!!! vc eh guerreira!!!

7 07 2011
manuvilaseca

Obrigada Larry! =)

7 07 2011
Rosemary Franca Gonzales

NOOOSSAA!!! MANÚ TE ADMIRAMOS MUITO POR MUITOS MOTIVOS … VOCÊ TEM UMA INTELIGÊNCIA MARAVILHOSA GUARDAR TUDO ISSO NA CABEÇA… TEM TINO PARA JORNALISTA DE AVENTURA COM CERTEZA QUEREREMOS TE VER NA TELINHA DA GLOBO… OUTRA QUANDO VI A FOTO DA SUA EQUIPE SEM VOCÊ DISSE PARA O CIDO ACONTECEU DAQUELES IMPREVISTOS DA MANÚ …:):):) ISSO É NORMAL…MEU VOCÊ NUM EXISTE SE O CROCODILO TE PEGA NO RIO FAZENDO XIXI RSRS…GRAÇAS A DEUS QUE EU FIQUEI REZANDO AQUI EM SOROCABA SP HEIM :):):)ACHO QUE TUDO E VÁLIDO E ESSE SEU JEITO DE NÃO DESISTIR É ISSO AÍ SOU ASSIM TAMBÉM VOU ATÉ O FIM NA RAÇA… PARABÉNS SUA ALMA É ASSIM CONTINUE SEMPRE SEGUINDO SUA ALMA E CORAÇÃO E SEMPRE SERAS FELIZ E COM ESSE SORRISO LINDO…NOS FAZENDO SORRIR TAMBÉM. FORTE ABRAÇO CASAL 20 ROSE E CIDO OS BIKERS. PS. NA PAGINA DO FACEBOOK CASAL 20 ROSE E CIDO OS BIKERS SEMPRE POSTO FOTOS SUAS TEM UM LUGAR CATIVO EM NOSSO CORAÇÃO. BEIJÃO.

8 07 2011
manuvilaseca

Obrigada Casal 20!
Beijos

8 07 2011
Renato Gurgel

Puts Manu tu escreve pra caramba… vou passar 2 dias lendo…hauhaua

8 07 2011
manuvilaseca

Verdade… se tiver saco pode valer a pena.. rs

9 07 2011
Renato Gurgel

Puts Manu, muito legal…adorei a parte dos “eles são crocodilos!”
hauahau

11 07 2011
manuvilaseca

😉

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