Fim de semana Xterra: LIVE MORE!!!

4 04 2011

Esse fim de semana aconteceu em Ipatinga a primeira etapa do circuito Xterra. Eu estava há dois anos praticando somente mountain bike e agora resolvi me aventurar de novo no triathlon. Fiz a inscrição, caí algumas vezes na piscina, fiz as malas e parti.

Na sexta feira cedo peguei um voo para Belo Horizonte para aproveitar a carona da equipe de mídia do Xterra na van para Ipatinga. Mas quando pousei os problemas começaram. Perdi a minha carteira no avião e ninguém achava. Para completar não havia espaço para a minha bicicleta na van. Nessa hora bateu aquele sentimento de QUERO MINHA MÃE e vontade de voltar para casa. Cheguei a ir no balcão da Avianca para saber da possibilidade de pegar imediatamente um voo de volta, mas esse só saía às 20:30.

Eu estava frustrada mas peguei um dinheiro emprestado com a Fernanda, da Mídia Guide, e comecei a minha missão para chegar em Ipatinga. Peguei um ônibus no aeroporto de Confins, que durou mais ou menos uma hora, e me deixou na rodoviária de Belo Horizonte. Desci com a caixa de bike, mala, mochila e me virei para caminhar com aquela tralha até o guichê. Comprei a passagem, comi um sanduíche e entrei no ônibus para Ipatinga. Nele fiquei 4:30. Quando finalmente cheguei estava exausta. Por sorte meu hotei ficava a uma quadra da rodoviária. Já era fim de tarde então montei a bike e desci para a recepção. Encontrei dois atletas do Xterra, Mácio e Márcio, que se tornaram meus companheiros nessa etapa do Xterra. Fomos de bike ao briefing e jantar de massas e voltamos para o hotel porque o Triathlon já seria na manhã seguinte.

Sábado pela manhã tomei café, me arrumei e peguei uma carona com “os má(r)cios” para o local da largada. Confesso que estava um pouco nervosa. Foi até um clima de nostalgia entrar numa área de transição, arrumar as coisas de bike e corrida e sair de lá de macaquinho, touca e óculos. Não lembro qual foi a última vez que participei de um triathlon.

Desci em direção à lagoa e entrei na água para aquecer. A água era calma, porém super pesada. A largada seria de dentro d’àgua, então todos ficaram boiando agarrados a um pier. As bóias pareciam muito distantes! Para quem não nada há algum tempo chega a ser assustador. Mas eu estava tão feliz de estar lá que isso não podia ser uma barreira para mim. Na hora agradeci por ter tido coragem de encarar o desafio.

Alinhamos e depois de alguns minutos foi dada a largada. Eu comecei a nadar tranquilamente e procurei manter a calma. Respirava para os dois lados, tentava bater a perna e fazer força na medida do possível. Às vezes levantava a cabeça e via que estava na direção errada então corrigia rapidamente. Quando contornei a segunda bóia achei que estava em último, embora estivesse me esforçando. Quando saí da água veio a surpresa. Eu não estava tão mal assim! Fiz uma rápida transição e saí para pedalar.

Comecei um pouco ofegante porque havia feito força na natação. Fui ultrapassada pela Jenny, e um pouco depois pela Sabrina. Comecei a me recuperar e encaixar um bom ritmo de pedal. Passei a Sabrina e segui recuperando. Encontrei o Márcio e seguimos juntos um trecho, os dois de bike 29. Depois comecei a avistar a Luzia. Fui me aproximando dela até que fiz a ultrapassagem. Fiquei entusiasmada porque sabia que estava em segundo lugar na prova, atrás da Jenny. Nessa hora que me dei conta de que havia saído da água em segundo lugar e vibrei internamente.

Quando estava quase chegando na transição vi a Jenny correndo. Entreguei a bike e na correria e empolgação da transição coloquei o tênis sem meia. Dizem que apressado come cru. Pois é, valeria mais ter perdido alguns segundos para colocar a meia.

Saí correndo e vi que a Luzia vinha logo, e um pouco depois a Sabrina. Estava muito quente e eu estava desacostumada a fazer as transições. Senti que a corrida seria difícil para mim. Quando entramos na estrada de terra fui ultrapassada pela Luzia. Ela estava correndo num ritmo forte e eu não tinha condições de acompanhar.

O meu pé começou a fritar dentro do tênis. A palmilha, áspera, começou a fazer atrito no arco do meu pé e eu comecei a sentir dor. Sabia que duas bolhas enormes se formavam. Segui correndo assim mas a dor foi aumentando. Num certo ponto parei para tirar as palmilhas. Não sei o que foi pior. Meus pés ficaram soltos dentro do tênis, ecorregando, e as bolhas doendo. Diminuí muito o ritmo e na trilha, faltando menos de 2km para o final, fui ultrapassada pela Sabrina. Fui administrando a dor com a corrida até cruzar a linha de chegada, em 4 lugar.

Apesar de saber que estive na segunda posição da prova e fechei em quarto, saí satisfeita. Essa prova me deu estímulo para treinar e tentar evoluir para as próximas. O Xterra é realmente um evento muito bacana e eu pretendo estar presente em outras etapas ainda esse ano.

No domingo participei do Xterra MTB Cup e foi uma prova INCRÍVEL! O relato entrará em breve! Acompanhem!

Anúncios

Ações

Information

9 responses

5 04 2011
Máscio ( BH-MG, Mascinho)

Hei bela “moçoila”. Sim, agora estou em paz. Sei que já estas em casa, e tranqüila, pois os relatos são de total placidez. Muito legal, muito bom, fim de semana perfeito, emoçoes, conquistas.
Estávamos aflitos eu e o Marcio ao chegarmos em confins, a viagem de retorno foi tensa, acidente, chuvas, ficamos a pensar na possibilidade de algum imprevisto e dai seria “tragicômico” os seus relatos, pois ehh.
Bom, abortamos a prova, eu estava com medo de não dar tempo do embarque do Marcio, e decidimos meio que trilhar numa quebradinha por ali, e foi demais. Diria: Foi a conta!
Saudade de ti, orgulhoso do seu animo. Pena não ter trazido o sabor de beijo fraternal, não deu tempo. Mas ainda o persigo… Saudade. No mais, quantas for preciso, estando por perto, estarei pronto à “acudi-la”! kkkkkkkk.

5 04 2011
manuvilaseca

Máscio, obrigada! E eu não tive tempo de me despedir e agradecer. Super obrigada por tudo! Vocês foram parceiros e me ajudaram muito. Com certeza essa vitória de domingo tem a ajuda de vocês! Pena que não fizeram a prova. Foi IRADA! Nos vemos em outros Xterras!

Bjos

5 04 2011
Ricardo Muriqui

Legal, as vezes cansa mais os contratempos de viagens para competição do que treinos e corridas né. Você é doida de correr numa prova sem treino, eu me aventurei num duathlon aqui onde moro e foi duro correr, naquela época não corria nadinha a pé, mas completei a prova e fiz o menor tempo no MTB, é mais no dia seguinte quase não conseguia ficar de pé.
Parabéns, pelas bolhas também é claro rsrsrsr

5 04 2011
manuvilaseca

Obrigada Ricardo!

Parabéns você também! Soube que arrebentou em Vassouras! Nos vemos em alguma prova de mountain bike no futuro.

bjos

5 04 2011
Ricardo Muriqui

Obrigado, vamos sim, quero ver sua bike 29 de perto.
Abraços…..

6 04 2011
márcio scotti (POA)

oi manu! minha colega de rodão!!!
nooooooossaaaa primeirão!!! arrasou… fiquei super feliz quando vi a listagem da premiação. depois o mascio enviou o teu blog e li o relato. show. tudo muito legal. aliás muita coisa legal no teu blog… vc se diverte, hein garota!
que pena q não pudemos finalizar a prova, mas escapada por uma estradinha que levava a Tribuna valeu e compensou!!!

bem, um grande bjo,
te cuida
e nos encontramos na próxima!!!

6 04 2011
manuvilaseca

Ah que legal que vocês acharam o blog! Eu fiquei procurando vocês depois da prova mas não achei. Imaginei que tivessem “abortado a missão”… rs
Eu cheguei no aeroporto no momento exato de embarcar, acredita? Foi muita sorte!
A vitória na prova então foi demais! Eu que quase desisti de fazer… sair de lá campeã parece um sonho até agora. O percurso era duro mesmo. Subidas até não poder mais! Mas pena que vocês não fizeram porque teriam gostado.
Mais uma vez obrigada pela força lá!!!
Grande beijo

12 04 2011
gil

Impressionante essa mistura de dor e prazer, quanto mais intensos mais relevantes…e eu queria saber como é que duas bolhas enormes permitem no dia seguinte um pódium…poxa, joguei bola, bolha é o seguinte…é terrível, não dá pra pisar, quando se está quente a gente vai na raça, depois é terríiiiivel…e inesquecível. Como se esquece no dia seguinte de bolhas imensas? Manu, que pé é esse???…ehehe…fico olhando para o Tejo…já sei que a moça é ibérica, mas da Espanha! Viva a Espanha!

19 04 2011
manuvilaseca

Oi Gil

As bolhas atrapalham para correr, mas não pedalar! Essa foi a minha sorte porque a prova de domingo foi só mountain bike. A vitória veio sem expectativa, então foi muito mais legal!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: